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Em terceira pessoa


Ela estava com tanta saudade que poderia secar duas garrafas de whisky e não sentir alivio algum. Vinte e tantos dias, uma eternidade de sentimentos se passavam na cabeça dela, essa distancia toda ainda a enlouquece de vez, mais uma vez.

Ele com aquele jeito durão mal falava sobre saudade, o que atormentava ainda mais a mente doentia dela que era capaz de imaginar qualquer lorota ruim e só pesava um pouco mais na dor.

Quem vai entender a cabeça doentia de uma mulher?! Ela sabia todos os reais motivos da viagem, sabe que ele foi ver a família que mora longe e sabe que em breve vai voltar todo cheio de saudade e precisando do que ele tem em BH, ela.

Finalmente os dias trataram de correr. A infelicidade dele em voltar para o inferno da cidade e a felicidade em encontrar o paraíso nela, quando quiser. Ele voltou e tudo agora estava tranquilo.

A menina com todos os seus preparativos, esmalte vermelho, da cor que ele mais gosta de ver nela, aquela felicidade boba e a vontade de contar várias histórias bobas só para esquentar. A imaginação dela pegava fogo e despia ele antes mesmo de toca-lo, o quanto ele quiser, ela quer também.

E ele que não ouse sair dali, das mãos vermelhas dela.

Um autor desconhecido disse “É difícil ver o quadro quando você está dentro da moldura.”. E assim foi, saltou do quadro e agora admirava o que via por lá, os dois, narrando nós dois.

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Disso e daquilo

Gosto quando decide por nós onde vamos, gosto também de decidir por nós, dividir decisões.

O jeito como me beija, segurando meu rosto, aliás, disso eu gosto muito. Gosto até demais, quando você faz demonstrações de afeto por mim em público, não por querer mostrar aos outros, mas por ser simplesmente bonitinho. Adoro quando você me abraça, com a mão na cintura, e isso me faz sentir a mulher mais segura do universo.

Dentre as coisas que gosto, a mais gostosa delas, é acordar do nada, no meio da madrugada, ou de manhãzinha do seu lado,  você acorda junto, me dá um beijo e pega no sono de novo. Resolvi falar que gosto.

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Cento e cinquenta;

O tempo tratou de voar e de nos aproximar também, tratou de nós dois.

Onde tudo estava caótico, surgiu a calmatria que insisto em repetir. Você me trouxe, eu sei, é clichê, estar com você tem sido a certeza de felicidade.
Cento e cinqüenta dias com você e que eu possa escrever mais e mais textos clichês comemorativos de meses, anos e décadas…

Obrigada.

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Arroba

O tal do twitter, com seus cento e quarenta caracteres…
Um dia um estranho me disse “Do you smoke?”, jeito engraçado de estilhaçar um gelo, já havia falado com o tal antes disso, a memória não me permite nenhuma cena antes dessa. Papo vai, papo vem, papo foi….

A troca de contatos, de redes, de teias. Estava sabendo da vida de um “estranho” demais, e eu simplesmente adorava isso. Bom dia, boa noite… e até mesmo sem assunto, nos falávamos, brincadeiras, bobagens, papos jogados fora. Até perder a conta do quanto você sabia de mim.

De desconhecidos á amigos, num clique.

O coração ritmado, embalando um sorriso delicioso, mãos dadas… Um segredo que prometemos guardar, mas gritamos ao mundo assim que chegamos em casa.
E agora eu gosto do dia de finados, por ter vivido.

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Queda livre

 

Me pegou de surpresa, é que você chegou no momento em que eu já não acreditava em cumplicidade, fidelidade e muito menos que isso tudo caminharia junto a liberdade.
E se hoje posso dizer que meu rumo mudou, digo também que só vou se for de mãos dadas. É nesse abismo que eu me encontro, em queda-livre, buscando a profundidade desse sentimento.

Eu me debato, surto, me confundo, sorrio e choro no mesmo minuto, irrito, implico, cobro e reclamo, mas quero que você simplesmente fique aqui. Apenas um abraço seu forte, corta pela raiz qualquer neurose minha. E cada briga que provoco é um teste para ver se você consegue adentrar qualquer canto meu. Eu me rendo e você vem e me preenche por inteiro.
Só quero que essa queda-livre, seja para você também, um abismo, que abisme-se em mim, assim como eu tenho feito. Me arranque sorrisos como tem feito desde sempre, seja minha queda-livre.

 

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Adequação

É só o começo, mal nos conhecemos, mal nos aceitamos …

O amor supera muita coisa e no relacionamento é preciso conviver com o jeito do outro. Temos ainda que aprender muito sobre isso, temos ainda que saber discernir o modo como falamos.Só o tempo e a dedicação á esses diálogos…

Somos diferentes e isso ainda nos assusta, somos diferentes mesmo sendo tão parecidos, temos a mesma opinião, mas um modo de falar individual…A mente humana tem uma mania incrível de entender as coisas como lhe convém, ás vezes o que eu falo, pode ser entendido de outra forma, ainda iremos encontrar o nosso jeito.

Prometemos um ao outros o dialogo, então, nada mais justo que cumpri-lo, e estamos caminhando bem. É o tempo, nos fazendo a mudança adequada, nos permitindo conhecer o jeito do outro.

É a insegurança de inicio de relacionamento que nos faz pecar tanto e repetir erros banais. É a curiosidade de saber como o outro pensa que nos fará mudar.

O amor nos propõe mudanças. É que por essas mudanças eu te amo hoje mais do que ontem. E sim, eu te amo muito, sem exageros.

Obs: Eu adoro sua barba.