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Coração na boca!

O Atlético Mineiro, hoje, coloca mais emoção em sua história. Hoje é o dia em que 11 jogadores tem o poder de entrar em campo para escrever um novo fato na história do Galo. Hoje é o dia em que a massa pode escrever da arquibancada, de casa, ou de qualquer lugar, uma nova história da torcida.

O Mineirão será o palco do espetáculo que todos esperam e merecem. O Galo mostrou durante o campeonato, que tem habilidade, força e raça para enfrentar qualquer adversário, mostrou também que o futebol mineiro há de ser valorizado. Aos não torcedores do Atlético, por favor, deixem a rivalidade de lado, por alguns minutos, e reconheçam a capacidade que o time está mostrando, reconheçam que o futebol mineiro, está sendo falado em todos os cantos, e mais ainda, reconheçam que o time e a torcida, merecem colocar a mão na taça, merecem a conquista tão sonhada.

Há quem não acredite em Deus, há também quem prefira não misturar futebol e religião, mas há quem toma o Atlético como uma religião, como fé, e acredita no potencial do time para marcar os gols necessários, acredita na força da torcida que empurra os jogadores mesmo quando não parece haver saída.
Hoje vale tudo para empurrar o time; reza, oração, mandinga, tambor, feitiço, mágica, macumba, simpatia…

Oração
 Senhor, apague o sol, apague a lua, anoiteça os olhos da amada, derrame a noite sobre nós, mas não deixe o atlético capitular. Dê asas de pássaro ao Victor. Faça-o abraçar esse pássaro sem asas  como se fosse a mulher mais esperada, mais desejada, mais sonhada, mais amada, e não deixe nosso goleiro vacilar.
Senhor, tire nosso pão, corte nossa água, nos condene á fome e á sede, proíba nossos amores, exile as amadas na China, decrete a solidão nas esquinas, nos bares e em nosso coração, faça de nós um bolero, faça de nós um tango, faça de nós a mais desesperada canção, nos mate de sede da água e de sede de uma boca de mulher, mas transforme Réver, Leo Silva, Pierre e Josué num muro, numa barreira, num obstáculo intrasponivel.
Senhor, dispare a inflação, mingue nosso feijão, aprisione nossa ilusão. Prenda de vez nosso coração, apague o Mineirão, mas espalhe luz sobre os caminhos de Tardelli, Jô, Luan, Guilherme e Bernard. Acenda uma estrela na chuteira deles e não deixa a América escapar.
Senhor, nos faça descobrir o amor para depois tira-lo de nós. Faça-nos sofrer de amor, mate-nos de amor, se preciso, mas quando Ronaldinho Gaúcho pegar a bola, Senhor, iluminado seja o seu caminho, cheio de estrelas e de dribles e de cruzamentos e de gols seja o seu caminho, encantada seja sua chuteira. E que aos pés dele e de todos os nossos jogadores bendita seja a conquista do Atlético.
E depois de tudo isso, Senhor, depois que o juiz apitar, o Cuca se ajoelha e o Galo cantar, aí, Senhor, prive-nos de tudo o que quiser, exile a amada no Equador e outra vez nos mate de amor, mas, Senhor, não deixe a taça nos deixar.
ADAPTAÇÃO DE TEXTO ESCRITO POR ROBERTO DRUMMOND (1933-2002), PUBLICADO ORIGINALMENTE NO ESTADO DE MINAS EM 02/12/1987
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Eu acredito!

Mesmo com o tempo que o Ronaldo Gaucho está no Galo, as vezes me pego em beliscões na tentativa de acordar, mas e quando acordo, vejo que a realidade do meu time agora, é muito diferente do que a realidade na qual falei numa postagem em 2011.

Putz! O Galo está na final da Libertadores! E caramba, vocês viram quem está no Atlético Mineiro? Sim, ele mesmo, o Ronaldinho Gaúcho, mito, lenda, maestro, cachaceiro, baladeiro e craque!

O futebol do Atlético Mineiro mudou, a realidade do time agora é outra. O Atlético agora apresenta o futebol que qualquer brasileiro gostaria de ver, e mais do que isso, o clube representa o Brasil na Libertadores, um clube mineiro, que já passou por muitos baixos, agora colocou a sua estrela para brilhar e dá show nos gramados dos estádios.

Você, torcedor de outro time, seja sincero, o Galo está jogando de maneira que merece a conquista, a admiração e o reconhecimento de todos. Deixando de lado a imprensa bairrista, deixando de lado tudo aquilo que era de costume, o Galo está provando que o futebol mineiro, também está na disputa, e consequentemente, o brasileiro também.

Os jogadores mostrando raça e habilidade da qual foram escolhidos para mostrar. A torcida pedindo raça, clamando por titulo, apoiando, se fazendo presente, fazendo o terror, mostrando que não é apenas torcer, é amor também.
O Atlético merece o título, e os tropeços cometidos, só nos fazem lembrar, que com o Galo não existe conquista sem sofrimento. A torcida merece o titulo, essa torcida que está no estádio, que viaja para acompanhar seu time, que fica em casa roendo as unhas, que xinga, corneta, elogia e ama incondicionalmente, merece esse título.

Não é hora ainda de comemorar, por favor, mantenhamos a calma. Hora de ficarmos bem calados, esperando, torcendo, fazendo mandinga, simpatia, oração, batendo o tambor.

E ainda há quem não acredite, dizem que quando queremos muito uma coisa, ela acontece, então, acreditemos até o ultimo segundo! Eu Acredito Galo!

O Galo é o time da virada, o Galo é o time do amor.

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E aí Galo?

Todo ano a mesma história, nos animamos, fantasiamos e nos pegamos lutando contra o rebaixamento.
A pressão e cobrança exigida pela massa era obviamente para motivar os jogadores a trabalhar, alias, além da massa que costuma apoiar o galo e mostrar um amor sem igual, os jogadores contam com o bolso cheio, e ao inves de tomarem isso como impulso dentro de campo, a reação é bizarra, na realidade o time com o melhor CT, parece não treinar junto á séculos.
Estão dando continuidade ao trabalho do Luxemburgo, sem padrão, ninguem entrosa, não há ataque, o comprometimento passou longe.

Não sou um exemplo de torcedora, não acompanho os bastidores do time e administração, mas não precisa ser exemplo para notar coisas obvias, se o time está totalmente fora de foco, a culpa pode ser dividida entre jogadores e toda a administração do time. O torcedor que trate de torcer, o time que trate de jogar, a administração que cumpra o seu trabalho.

Quem não faz, leva e leva muito. Postura Galo, postura!

Talvez tenham se esquecido mas já dizia Vicente Motta; “vencer, vencer, vencer… esse é o nosso ideal”

Pode ter saudade do Tardelli?