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Sobre demonstrar

Quantas vezes você pode ter perdido momentos especiais por medo de dar um passo além? Por medo de dizer aos outros o que eles são capazes de fazer com você?

Demonstra, porra! Arrisque-se, bote a cara tapa e talvez ganhe beijos. Demonstrar seja lá o que for é ato de coragem, privilégio de corajosos.

É impossível conhecer uma pessoa por completo ao ponto de adivinhar o que ela pensa totalmente a seu respeito, então, demonstre e só assim será compreendido.

Talvez todo esse jogo de defesa, toda essa retranca venha da infância em que ecoa a frase “engole o choro”. Quando somos crianças os sentimentos são tão aflorados e nem sempre há incentivo de demonstra-los, e por isso, esses adultos fechados e incompreendidos.

Somos ensinados, na maioria das vezes, que não é bom demonstrarmos nossas fraquezas e com isso reprimimos o que sentimento sem ao menos perceber.

Aprendemos sobre ser forte, sobre não fraquejar em momentos difíceis e em hipótese alguma demonstrar fraqueza em qualquer situação e muitas das vezes conseguimos, mas, a troco de quê?

O que você sente precisa de liberdade. Essa história de não demonstrar as vulnerabilidades faz com que não demonstremos nem para o bom sentimento nem para o ruim. Demonstrar é um ato de  intensidade e coragem.

Demonstre, porra!

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Em terceira pessoa


Ela estava com tanta saudade que poderia secar duas garrafas de whisky e não sentir alivio algum. Vinte e tantos dias, uma eternidade de sentimentos se passavam na cabeça dela, essa distancia toda ainda a enlouquece de vez, mais uma vez.

Ele com aquele jeito durão mal falava sobre saudade, o que atormentava ainda mais a mente doentia dela que era capaz de imaginar qualquer lorota ruim e só pesava um pouco mais na dor.

Quem vai entender a cabeça doentia de uma mulher?! Ela sabia todos os reais motivos da viagem, sabe que ele foi ver a família que mora longe e sabe que em breve vai voltar todo cheio de saudade e precisando do que ele tem em BH, ela.

Finalmente os dias trataram de correr. A infelicidade dele em voltar para o inferno da cidade e a felicidade em encontrar o paraíso nela, quando quiser. Ele voltou e tudo agora estava tranquilo.

A menina com todos os seus preparativos, esmalte vermelho, da cor que ele mais gosta de ver nela, aquela felicidade boba e a vontade de contar várias histórias bobas só para esquentar. A imaginação dela pegava fogo e despia ele antes mesmo de toca-lo, o quanto ele quiser, ela quer também.

E ele que não ouse sair dali, das mãos vermelhas dela.

Um autor desconhecido disse “É difícil ver o quadro quando você está dentro da moldura.”. E assim foi, saltou do quadro e agora admirava o que via por lá, os dois, narrando nós dois.

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Portais de descoberta

Desde que colocamos a cara a tapas… E eu dei alí minhas duas ou mais faces, sem arrependimento algum de entrar nos portais das descobertas. A cada erro uma descoberta e alguns acertos para compensar e é exatamente neste momento que entendo, que o erro, não é de todo errado, é um passo para o acerto, mesmo que doa, mesmo que demore…

A loucura saudável.

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Rapidinha

Me abraça assim e eu me perco toda, me nina assim e eu fico doida…

Tento fugir de textos assim, que falam tanto sobre nós, um monte sobre você. Me limito a não fazer propaganda, enquanto o desejo se propaga na cama.  Eu me declaro doida, ouço ecos.

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Manifestação

Ele dela, ela dele. E só aí já se explicava parte da história.

Uma manifestação de afinidades, quando de longe pensamos parecido a respeito de qualquer fato. O mesmo angulo de visão, a mesma interprete. Um conforto ao saber que até mesmo nas mais retardadas das coisas, pensamos exatamente igual.

A torcida pelo final de semana, por acordar de manha do seu lado. Por saber que seu braço, tem o encaixe perfeito para o meu pescoço.

Ele me beija a boca, e o corpo inteiro pede… Ela dele, ele dela e  mais um dia dos namorados, dentro do infinito clichê. Desses clichês que deixam a gente até meio patético diante do resto do mundo. E tão feliz.

Aquela canção, que já embalou alguns textos: Bubbly – Colbie Caillat.