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Visita ao País das Maravilhas

Domingo a noite e eu poderia jurar estar dormindo, acordei com alguma planta dessas do tipo trepadeira adentrando pela janela, parede e cortinas do meu quarto. Que sonho estranho.

E eis que alguem me dizia, “descobriram que você está aqui, volte para o país das maravilhas logo”, e eu ficava sem saber, se era só um sonho bobo ou se meus sonhos resolveram entrar na onda das metáforas que eu tanto gosto de usar.

Ainda dentro desse sonho de olhos abertos (ou não), acordei minha mãe, meu irmão, coloquei coleira nas cachorras e pulei, pulei num buraco infinito, cai no mundo de Alice, não me lembro o que fui fazer lá, mas eu tinha que resolver algo. Tomei um chá com o chapeleiro e acordei na minha cama, sem plantas.

E aí, foi tudo uma metáfora? Decifre-me!

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Rapidinha

Me abraça assim e eu me perco toda, me nina assim e eu fico doida…

Tento fugir de textos assim, que falam tanto sobre nós, um monte sobre você. Me limito a não fazer propaganda, enquanto o desejo se propaga na cama.  Eu me declaro doida, ouço ecos.

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A realidade no faz de conta

 

Geralmente as meninas gostam de faz-de-conta e se dão por satisfeitas em acreditar na chegada do príncipe, feliz para sempre e só, metafórico.  Ser feliz para sempre e só, é tão pouco. Passei a infância, adolescência e ainda hoje me pego assistindo filmes sobre fadas, é que acredito fielmente nas metáforas, sem enxergar somente superficialidade feita para encantar, pobres crianças,  a mágica na verdade acontece quando ousam ser reais, ousam abordar a realidade.

Sentei aqui e me preparei para absorver os ensinamentos, conversei com Lucinda¹ que não hesitou em soltar segredos, me deu um guia, um conhecimento de presente. Algumas horas de conversa na terapia, alí do alto do seu cogumelo, a Lagarta Azul² me aconselhava, me dava respostas.

O que sei sobre as flores, o momento em que a realidade da vida se misturou a todas as metáforas, até mesmo as que não havia entendido. Em meio a um emaranhado de metáforas, faz-de-conta que entendeu e me segue, correu o Coelho, ah, o tempo. Ousaram falar das flores, desabrocharam de metáfora alguma o poder de cada um dos botões.

Tudo pode se aprender com as flores, e eu me encontrava deitada no jardim. As vezes aspirando o aroma, que cumpria o seu trabalho: enfeitiçava e enraizava.

Sobre o poder das flores e o tratamento de dois faz-de-conta cheios de metáforas que me encantam a cada vez que dou o play, descobrindo coisas novas, notando coisas velhas, me encaixando, o play. Ser feliz para sempre, sem metáforas na frase mas com várias metáforas em torno da felicidade.

 

¹Lucinda – As Crônicas de Spiderwick / ²Lagarta Azul – Alice no País das Maravilhas

 

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Manifestação

Ele dela, ela dele. E só aí já se explicava parte da história.

Uma manifestação de afinidades, quando de longe pensamos parecido a respeito de qualquer fato. O mesmo angulo de visão, a mesma interprete. Um conforto ao saber que até mesmo nas mais retardadas das coisas, pensamos exatamente igual.

A torcida pelo final de semana, por acordar de manha do seu lado. Por saber que seu braço, tem o encaixe perfeito para o meu pescoço.

Ele me beija a boca, e o corpo inteiro pede… Ela dele, ele dela e  mais um dia dos namorados, dentro do infinito clichê. Desses clichês que deixam a gente até meio patético diante do resto do mundo. E tão feliz.

Aquela canção, que já embalou alguns textos: Bubbly – Colbie Caillat.

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Dabliu.

Repito para mim mesma, que é só saudade e que não devo misturar com tristeza. Há dois anos eu vi aquele seu olhar, vi os gestos confusos e a respiração cessar. A saudade as vezes me confunde.

Já não posso mais acreditar em pesadelos e muito menos que eu já vou acordar e tudo estará em seu devido lugar. Tudo mudou de lugar, inclusive. Cuidado para não se perder quando vier visitar, eu sei que você vem.

Deixa todas as luzes acesas, é sempre bom poder te ver.
Muita luz, muita paz.

W.