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Arroba

O tal do twitter, com seus cento e quarenta caracteres…
Um dia um estranho me disse “Do you smoke?”, jeito engraçado de estilhaçar um gelo, já havia falado com o tal antes disso, a memória não me permite nenhuma cena antes dessa. Papo vai, papo vem, papo foi….

A troca de contatos, de redes, de teias. Estava sabendo da vida de um “estranho” demais, e eu simplesmente adorava isso. Bom dia, boa noite… e até mesmo sem assunto, nos falávamos, brincadeiras, bobagens, papos jogados fora. Até perder a conta do quanto você sabia de mim.

De desconhecidos á amigos, num clique.

O coração ritmado, embalando um sorriso delicioso, mãos dadas… Um segredo que prometemos guardar, mas gritamos ao mundo assim que chegamos em casa.
E agora eu gosto do dia de finados, por ter vivido.

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Always;

“Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego”. João Guimarães Rosa

Não faço questão nenhuma de parar isso, nessa altura do campeonato, nem amanhã; por mim
bem no sentido literal da palavra, seja pra sempre!

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Plural, fênix e mimos…

Relacionamentos, no geral costumam me dar algum arrepio, é que além da parte boa, romance, filmes, programinhas á dois e todo o conforto de ter alguém pra chamar de seu. Existem as brigas, desgastantes brigas. Aborrecimentos em que até mesmo a mais calma, centrada, tranqüila das criaturas, tem vontade de jogar tudo pro alto.
Estar junto é prova de coragem absurda e um teste eterno de paciência.
Você acorda gritando, e eu só quero o silêncio…
Eu acordo num convite de dança, e você quer ser estátua..
Assincronia, tudo fora do lugar….e por alguns instantes, eu sei, você me odeia, só por alguns instantes, e isso tudo passa quando decidimos ponderar, evitar e até mesmo nos obrigar a esquecer banalidades…

Voltamos a ser singular, mesmo sendo plural…

 

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Matemática inexata

Contar até 10, até 1000 se necessário…

É que planejamos, como se a vida fosse matemática pura e que de tudo pudéssemos resultar raízes perfeitas, e descartar resultados negativos, esquecer das raízes aproximadamente corretas. E que tal pensar que é sim como queremos, se quisermos de verdade, por mais que nosso resultado perfeito demore, chegará. Na incerteza do resultado não podemos descartar as variantes.

Alguém tem me ensinado matematica, da maneira que achou adequada. Não tenho pressa, não tenha também.

“ Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade ”
Marcelo Camelo

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Menos cortisol, mais ocitocina

Não que cortisol seja indispensável, substituível… Se conseguíssemos, diminuir a ação dele em algumas situações, complicaria menos, bem menos. E por mais que seja perigoso esse exagero, eu quero mesmo é que a quantidade de ocitocina seja exacerbada…

Não perdi a crença no amor assim que descobri a existência de hormônios… só consegui acreditar que meu corpo contribui para tudo isso.

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Tells!

“Tells são reações físicas não intencionais que os jogadores apresentam ao receber suas cartas, ver um flop (primeiras três cartas comunitárias abertas em um jogo poker), ver uma aposta ou ouvir o comentário de um adversário. Elas podem durar milésimos de segundos, mas o olho treinado de um jogador consegue detectá-las numa mesa de poker, numa reunião de negócios ou numa paquera.” 

E por falar em reações não intencionais, as vezes me pego em meio a reações que pudesse evitar, sem duvida evitaria. O ser humano por natureza é muito impulsivo, alguns já sabem disso e pegam as rédias, o controle… Outros agem por impulsividade durante toda a vida, e eu, me obrigo a ser a primeira opção citada.

Nos deparamos com situações nas quais nem nós mesmos podemos prever nossas reações, daí tudo começa, na linguagem das cartas, com alguma experiência na mesa, podem ser disfarçados, controlados e tornando-se assim, imperceptíveis. A idéia é bem essa, me tornar imperceptível.

Para bom observador, meia expressão basta!